Os crimes de ameaça, falsidade informática, perseguição, uso indevido de imagem,  cometidos através das redes sociais e internet  são censuráveis e demonstram uma energia criminosa  que nos dias de hoje é facilitada.
 As penas aplicadas devem ter em conta a medida da culpa e prevenir condutas semelhantes servindo para os arguidos aprenderem a  organizar o seu espaço público e as suas emoções e para demonstrar em termos de prevenção geral que tais condutas são severamente censuradas pelo Direito Penal.
A pena não tem um sentido só ético nem principalmente ético. Há que haver uma relação de proporcionalidade e não de equivalência. A pena é um castigo e uma reprovação, mas deve também apontar para uma remissão/ressocialização.
 E num universo de crimes que os tribunais estão habituados a julgar   há que fixar as penas de acordo com as culpas e tendo em conta um equilíbrio de justiça social face à diversidade e gravidade dos diversos ilícitos que todos os dias são cometidos.
Todos sabemos os riscos que podemos correr no uso das redes sociais e internet em geral, mas nem por isso se deve pensar que nada há a fazer contra esses riscos, e que corrê-los é normal e aceitável.
Assim, tendo em conta as exigências de prevenção especial e geral justifica-se a pena efetiva de prisão a condutas de cyberstalking.

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